Toda semana tem notícia de crianças que foram atacadas por cachorros como Pitbull e Rottweiler.
Aqui tem gente demais com cachorro nas ruas. Muitas vezes o cachorro está solto e nem sempre estão com focinheira, o que é obrigatório em cachorros considerados violentos.
Eu sempre evitei cruzar com cachorros enquanto ando nas ruas. Com a Julia nem preciso dizer que este cuidado/medo aumentou.
No início o Jérôme achava que meu medo era exagerado, que ela ia acabar crescendo com medo também. Mas pouco a pouco ele mesmo desvia quando vê um cachorro.
Nao é questão de passar o meu medo para ela. É questão de cuidado, não posso nem imaginar uma coisa dessas. Tenho certeza que os pais destas crianças que foram atacadas achavam que não era necessário tal cuidado.
O cachorro está ali quieto né?! Sim, mas cachorro é cachorro… ainda mais este tipo.
Como uma vez uma notícia de um bebê que estava no carrinho e a mãe foi passar atrás de um carro que estava dando ré. Ela achou que o motorista tinha visto. Resultado: o bebê morreu preso entre o carro e um muro.
Eu não confio, não penso: “ele deve ter visto”. Prefiro esperar.
Às vezes para atravessar a rua eu dava uma corridinha quando achava que dava tempo. Agora não. Como posso sair correndo com um bebê no carrinho?
Isso tudo me faz pensar que quando somos mães temos que abrir mão de muita coisa que gostávamos, que fazíamos. Acabamos mudando muitos de nossos costumes.
Quando a Julia nasceu eu usava unhas compridas e ficava doida quando quebrava alguma (rs). Logo na primeira semana me dei conta de que poderia machucá-la. Então cortei as unhas, que estão curtas até hoje.
Ser mãe é isso mesmo. É abrir mão de inúmeras coisas por amor.









