Depois de quase matar todo mundo de curiosidade, estou aqui para contar o que aconteceu. Peço paciência pq o post sera longo.
Mas antes, quero agradecer por todos os recados aqui no blog, no Orkut e tb e-mails. O Jérôme imprimia tudo para mim. Foi muito bom ler tantas coisas carinhosas neste periodo dificil. Obrigada a todos!!!
Pouco a pouco vou respondendo. Mas estes primeiros dias em casa é de adaptaçao e esta sendo bem complicado encontrar tempo.
No dia 25 eu estava sentindo contrações parecidas com colicas de menstruação. Não dei muita importância pq durante quase toda a gravidez sentimos contraçéoes fracas. Mas com o passar das horas foi ficando mais frequente. Eram quase 3 da manhã e eu estava andando pela casa pq assim as dores não incomodavam. Fazia algum tempo que eu não sentia a neném mexer. Então, o Jérôme ligou para a maternidade e eles disseram que era melhor ir pra la para que eles pudessem fazer o monitoramento cardiaco.
Chegamos à clinica às 3h50. Ao fazer o monitoramento, perceberam que a neném estava sofrendo a cada contraçao. Os batimentos cardiacos diminuiam muito.
Fizeram o exame de toque e eu estava com apenas um centimetro de dilataçao. Às 5h me deram remédio para ver se aumentava e ja deram tb a peridural. Eram 5h30 qdo a médica me examinou novamente e a diltaçao tinha aumentado apenas mais um centimetro. Entao, ela estourou a bolsa e logo me levaram para a sala de cirurgia para fazer cesarea. Nao era mais possivel esperar ter dilatçao. Seria muito arriscado ja que a Julia nao reagia bem às contraçoes.
Nao deixaram o Jérôme ir comigo. Eu estava extremamente tensa durante a cirurgia… a sensaçao foi bem desagradavel.
Às 6h27 do dia 26 (quinta-fera) a Julia nasceu. Mas a enfermeira saiu correndo da sala com ela no colo… ela nao chorava. Neste momento senti medo… eu estava ali sem saber o que estava acontecendo. Ninguém falava nada. Perguntei se ela estava bem e uma das enfermeiras foi buscar informaçoes. Eu estava chorando e ela disse: “Ela JA esta respirando”. Chorei mais ainda e a operaçao parecia durar uma eternidade. Sai de la uns 20min depois e o Jérôme veio me trazer noticias. Ela seria transferida para o hospital.
So pude vê-la por 10min dentro da incubadora.
Na sexta eu ja consegui levantar da cama e no sabado me liberaram para ir ao hospital ver minha filhota. Foi dificil… sentia bastante dor e vê-la naquele lugar, sozinha, com tantas incertezas, tb nao foi nada facil. O minimo q ela ficaria la era uma semana … e foi o q aconteceu. Graças à Deus ela se recuperou muito bem. O Jérôme ia 3 vezes por dia (manhã, tarde e noite) para o hospital. Queriamos que ela sentisse que nao estava sozinha.
Na terça (dia 31/01 ), eu teria alta, ja que minha recuperaçao foi rapida. Mas como o hospital disse que a Julia voltaria para a clinica para ficar comigo no dia seguinte, eles decidiram que eu ficaria mais alguns dias para observar como ela se comportaria. Entao, no outro dia de manhã, eu estava esperando o Jérôme voltar do hospital para que pudessemos ir busca-la juntos, qdo ele ligou dizendo que ela nao sairia mais naquele dia. Foi um balde de agua fria. O que nao me deixou péssima, foi a noticia de que eu teria um quarto no hospital para ficar perto dela.
Me deram alta da clinica e meio dia ja estavamos no hospital.
Na ultima sexta-feira (dia 03/02) depois do almoço, saimos os três do hospital. Estavamos felizes (claro!!!) e aliviados.
Agora, o que importa, é que ela esta muito bem.
Sobre o peso dela, ainda nao sabemos o que pode ter acontecido que ela nao ganhou peso no ultimo mês da gravidez. Mandaram a placenta para analise… estamos esperando os resultados.